Curso de Graduação em
Ciência e Tecnologia de Laticínios

Histórico

A Tecnologia de Alimentos fez parte do planejamento inicial da Escola Superior de Agronomia e Veterinária (ESAV), com a construção da Leiteria do Departamento de Zootecnia, que foi posteriormente demolida, no final dos anos 1960, para a construção de uma edificação que abrigava, até novembro de 2016, o Laticínios Escola, além de laboratórios e gabinetes de professores, que ainda funcionam no local. O atual Laticínios Escola, organização responsável pela produção e gestão dos produtos Viçosa, com o apoio da Universidade Federal de Viçosa, é administrado pela Fundação Arthur Bernardes e possui capacidade instalada de 50000 litros de leite/dia com a nova instalação.
Consta nos documentos históricos que a Leiteria ficava próximo ao estábulo, onde hoje está o DTA, e que as instalações (obra do engenheiro João Carlos Bello Lisboa) ocupavam uma área de aproximadamente 220 m2. Na Leiteria, havia diversos equipamentos de processos, cuja aquisição foi coordenada pelo professor Hermann Rehaag. Em janeiro de 1933, a então Escola Superior de Agronomia e Veterinária contratou um especialista na área de laticínios, o Professor Alfred Beck Andersen, de nacionalidade Dinamarquesa. Ao longo de sua atuação na Escola Superior de Agronomia e Veterinária, fundou, em 1965, o Departamento de Laticínios, hoje Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas. Além de contribuir para a formação de agrônomos e veterinários com conhecimento em ciência e tecnologia de leite e derivados, o Departamento também atuava no sentido de incentivar a produção de leite no Estado de Minas Gerais, e em particular na região de Viçosa.
Registra-se, historicamente, entre 1935 e 1937, a atuação dos Professores dinamarqueses Svend Bording Rasmunssen e Alphonse van Lier, que lecionaram Laticínios neste período. Importante registrar também a importância do ingresso do professor Adão José Rezende Pinheiro (Engenheiro Agrônomo), em 1957, para a área de laticínios da UFV. Adão Pinheiro foi o primeiro brasileiro com título de PhD em Ciência de Alimentos, com tese na área de ciência e tecnologia do leite. O título foi obtido na Purdue University, em West Lafayete, Indiana, Estados Unidos da América, em 1967.
Até 1968, o atual Departamento de Tecnologia de Alimentos, ministrava as disciplinas gerais de processamento de alimentos, inclusive as de tecnologia de laticínios, para o Curso de Agronomia. De 1968 a 1974 o Curso de Agronomia passou por algumas modificações, com o surgimento de áreas específicas, tais como Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Economia Rural e Engenharia Agrícola. As disciplinas referentes à formação em Tecnologia de Alimentos eram ministradas por professores do então Departamento de Tecnologia de Alimentos.
A diversificação da Agronomia em Tecnologia de Alimentos permitiu a formação de um número de Agrônomos especialistas em tecnologia de alimentos. Muitos egressos dessa diversificação trabalharam em indústrias de laticínios; uma parcela deles fez o mestrado e, ou doutorado, no país ou no exterior, e se tornaram professores universitários, inclusive, no Departamento de Tecnologia de Alimentos da UFV.
Para atender à crescente demanda de profissionais especialistas em tecnologia de laticínios, tendo em vista que o Estado de Minas Gerais sempre foi um dos maiores produtores de leite do país, e aproveitando a expansão das Universidades Federais na década de 70, a UFV criou em 1974 e ofereceu, a partir de 1975, o primeiro curso de Tecnólogo em Laticínios do Brasil. Esse curso superior, de curta duração (2,5 anos e 2595 horas), foi oferecido até 1997. Deve-se salientar que o nascimento do curso de Tecnólogo em Laticínios na UFV ocorreu em uma época de expansão da população urbana do país, que ampliou a necessidade por produtos industrializados. Dessa forma, a indústria necessitava de mão de obra qualificada, pois já havia a preocupação com a qualidade e segurança dos alimentos, principalmente no setor de laticínios.
Neste contexto, a atuação do professor Adão José Resende Pinheiro foi fundamental na implantação do Curso de Tecnólogo em Laticínios. O professor Adão manteve até a sua aposentadoria um relacionamento estreito com a indústria de laticínios, inclusive trabalhando em tempo parcial no Rio de Janeiro, na extinta Cooperativa Central de Produtores de Leite (CCPL).
Em 1997, o curso foi reestruturado e passou a formar, a partir de 1998, bacharéis em Tecnologia de Laticínios. Em 2003, o curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). O nome atual do curso foi sugerido pela Comissão de Avaliação para o reconhecimento, sendo os diplomas expedidos com o título de Bacharéis em Ciência e Tecnologia de Laticínios.

 

 

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